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Política e Eleições Quarta-feira, 15 de Maio de 2024, 12:40 - A | A

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Governador Leite se retrata após fala desumana: "Grande volume de doação pode atrapalhar o comércio local"

"O meu mais sincero pedido de desculpas pela confusão que eu possa ter causado no entendimento de algumas pessoas", disse o chefe do Executivo Estadual do Rio Grande do Sul

ELISA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Após a fala desumana do governador Eduardo Leite (PSDB), que afirmou que o "volume tão grande de doações físicas" que estão chegando para ajuda na tragédia do Rio Grande do Sul causa impacto no comércio local, a prefeitura de Canoas divulou nota em que pede reforço no envio de alimentos para a cidade, que está recebendo desabrigados de toda a região metropolitana de Porto Alegre.

"A Prefeitura de Canoas, necessita, com urgência, da doação de alimentos não perecíveis e cestas básicas para ajudar as famílias atingidas pelas enchentes e as que estão abrigando outras pessoas em suas casas. Neste momento, é preciso reforçar o estoque com itens como arroz, feijão, macarrão, óleo, extrato de tomate, bolachas, açúcar, entre outros", diz o texto publicado no site da administração do município.

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Em entrevista à BandNews, o governador gaúcho Eduardo Leite disse ter medo de que o grande volume de doações ao Estado cause "impacto" no comércio local, desconsiderando que boa parte dos estabelecimentos está sob as águas e que cidades inteiras foram devastadas pela tragédia climática no Rio Grande do Sul.

“Quando você tem um volume tão grande de doações físicas chegando ao Estado, há um receio, pelo que já observamos em outras situações, sobre o impacto que isso terá no comércio local. Quando você tem uma cidade que foi impactada, um comércio local que foi impactado também, o reerguimento desse comércio fica impactado na medida que você tem uma série de itens que estão vindo de outros lugares do país”, disse o governador tucano.

Com a declaração, Leite ignora orientação do próprio secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, que reconhece que o Estado deve manter parte dos 770 abrigos provisórios funcionando por meses.

Após a fala negativa, o governador gaúcho voltou atrás e se retaratou com a fala mal colocada sobre o volume grande de doações para as vítimas atingidas pelas enchentes que devastou o estado do Rio Grande do Sul. " Em nenhum momento eu tive a menor intenção de inibir opu desprezar as inúmeras doações que o Brasil e o mundo estão fazendo apra ajudar  o nosso Rio Grande nessa reconstrução. São todas as doações muito importantes  e bem vindas. Eu peço que entenda, entre tantas preocupações que a tragédia nos trás, está também a tragédia dos nossos pequenos comerciantes. Aqueles que tinham um lojinha, um pequeno armazém, um bazar que perderam tudo e também perderam mais viram  suas atividades despencar  por conta da situação  que a gente está vivendo no nosso estado. Ao falar sobre o nosso estado, eu acabei minsturando  com as questões das doações. Os impactos nos comércios locais vai ser preocupação para oum outro momento  e não durante essa onda de solidariedade  que está nos abraçando. O nosso desafio enquanto Governo é de lidar com essa complexa logística com relações as inúmeras doações que não param de chegar, fazendo com o que elas cheguem de fato, a que mais precisa. E também, a de encontrar mecanismos para ajudar os coemrciantes locais  a se reerguerem. Por favor,  compreendam, as últimas semanas  tem sido brutais para todso nós e ningúem está livre de errar. Portanto, o meu mais sincero pedido de desculpas pela confusão que eu possa ter causado no entendimento de algumas pessoas", disse o chefe do Executivo Estadual do Rio Grande do Sul.

Devido às fortes chuvas que causaram estragos em diversas cidades do Rio Grande do Sul, a Defesa Civil estadual tem atuado para atender a população afetada e garantir a segurança das pessoas.

Confira abaixo o último relatório sobre as ações de resgate nas localidades atingidas. Eles são divulgados diariamente às 9h, 12h, 18h.

Segundo o último balanço da Defesa Civil, divulgado nesta quarta-feira (15), o Estado do Rio Grande do Sul tem 76.580 pessoas em abrigos, além de 538.245 desalojados de suas casas.

Terceira cidade mais populosa do Estado, com 347.657 habitantes, Canoas abriga quase 27% do total de pessoas que perderam suas casas, afetados até o momento 2.124.553, feridos: 806, desaparecidos:108, óbitos confirmados:149 e pessoas resgatadas: 76.588.

A tragédia já deixou 149 mortos e afeta 446 dos 497 municípios gaúchos. Mais de 2 milhões foram afetados pelo desastre climático - cerca de 20% da população do Estado.

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