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Internacional Segunda-feira, 03 de Junho de 2024, 15:38 - A | A

03 de Junho de 2024, 15h:38 A- A+

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Caixões achados em frente à torre Eiffel teriam ligação com a Rússia, dizem fontes

Fontes policiais afirmaram à BFM, afiliada da CNN na França, que caso teria ligação com pichação do Museu do Holocausto, atribuída a instituições russas

DA CNN

Cinco caixões foram encontrados no sábado (1°), aos pés da Torre Eiffel, com as cores da bandeira da França e a frase: “Soldados franceses que morreram na Ucrânia”.

O caso, que aconteceu logo após a autorização para a Ucrânia usar armamentos franceses em território russo, levou à prisão de três pessoas.

Os suspeitos estariam ligados ao autor de uma pichação do Museu do Holocausto, que segundo a polícia francesa teria sido coordenada por instituições russas.

As informações sobre a suposta conexão dos caixões franceses com a operação anterior, que estaria ligada aos russos, foram reveladas por fontes policiais ao jornal francês Le Monde e confirmadas pela BFM, emissora francesa afiliada da CNN.

Os caixões foram colocados por três pessoas no Quai Branly, às margens do Rio Sena e perto da Torre Eiffel, na manhã de sábado. Eles foram preenchidos com sacos de gesso para causar a impressão de que não estavam vazios.

O condutor da van que transportou os caixões e os outros dois suspeitos foram detidos depois de uma enorme mobilização policial, que envolveu as unidades especializadas em desarmamentos de explosivos.

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A BFM relata que a polícia utilizou um robô e três cães da brigada canina para fazer reconhecimento inicial do conteúdo dos caixões. Depois de duas horas, foi eliminada a dúvida sobre o que havia dentro dos caixões e o cordão de isolamento foi retirado.

Os três suspeitos foram colocados sob custódia policial por “violência premeditada” e serão alvo de investigação judicial.

Segundo fontes policiais informaram à BFM, o condutor da van é um búlgaro de 38 anos, e os outros dois suspeitos seriam um ucraniano de 16 anos e um alemão de 25 anos.

Os três suspeitos disseram que estavam desempregados e precisavam de dinheiro, ainda segundo a rede francesa. O motorista afirmou que recebeu 120 euros e os outros dois 400 euros.

Segundo apuração do jornal Le Monde, confirmada pela BFM, o conteúdo do telefone de um dos suspeitos e os depoimentos dos três homens permitiram aos investigadores identificar que eles estavam em contato com uma quarta pessoa: um homem búlgaro, de 38 anos, suspeito de ter sido um dos autores da pichação de mãos vermelhas no Muro dos Justos, no Memorial do Holocausto, em Paris, em 14 de maio.

Na ocasião, a prefeitura de Paris chegou aos suspeitos a partir das gravações de câmeras de segurança e revelou que a hipótese mais provável seria a de uma interferência russa.

Poucos dias após a ação do Memorial do Holocausto, fotos do muro vandalizado foram distribuídas online por contas do Doppelganger, uma rede de desinformação russa. 

Policiais pontuaram que o modus operandi da ação foi quase uma cópia do caso das estrelas de Davi azuis que foram pintadas em fachadas de instituições judaicas em outubro do ano passado, logo após o ataque de Hamas a Israel, em vários bairros de Paris. 

O caso inicialmente foi visto como uma reação de grupos antissemitas à guerra. 

Entretanto, uma investigação da Viginum, agência francesa responsável pelo combate à interferência digital estrangeira, revelou que os desenhos faziam parte de uma operação de desestabilização da França liderada pelo FSB, serviço de inteligência russo, sucessor da KGB soviética. 

A polícia francesa também acusa Moscou de estar por trás de outra ação, ligada às Olimpíadas de Paris 2024. Edifícios da Île de la Cité, que abriga a Notre-Dame, foram pichados com a frase “cuidado, possível queda da varanda”, acompanhada dos anéis olímpicos.

A suspeita de conexão entre o caso dos caixões franceses e outras ações que teriam ligação com entidades russas acontece poucos dias depois da decisão do presidente francês Emmanuel Macron de autorizar Kiev a usar armas francesas em território russo

Além disso, ocorre após a discussão sobre o envio de instrutores militares franceses para a Ucrânia.

 

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