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07 de Junho de 2024, 14h:20 A- A+

Geral / SOLIDARIEDADE

Com importante apoio ao Rio Grande do Sul, Governo de MS reconhece atuação de bombeiros e policiais

O governador Eduardo Riedel se reuniu na manhã desta sexta-feira (7) com os 30 bombeiros e policiais militares, que atuaram durante 33 dias no RS

PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO

Na manhã desta sexta-feira (7), o governador Eduardo Riedel se reuniu com os 30 bombeiros e policiais militares que estiveram envolvidos nessas operações por 33 dias. Durante o encontro, ele expressou reconhecimento pelo trabalho realizado por esses profissionais, destacando sua contribuição não apenas para as ações emergenciais nos municípios atingidos, mas também para garantir a segurança e o bem-estar das pessoas afetadas pela tragédia. Essa colaboração entre estados é fundamental em momentos de crise, demonstrando a solidariedade e a união entre as diferentes regiões do país em face de desastres naturais.

“O que aconteceu no Rio Grande do Sul foi uma comoção nacional. Sei que todos fizeram o melhor e este trabalho é reconhecido aqui e também lá. Estive ontem com o governador Eduardo Leite, ontem (6), que pediu para eu transmitir o agradecimento dele por tudo que foi realizado para ajudar a população”, disse Riedel.

O apoio prestado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul ao Rio Grande do Sul durante as recentes enchentes, inundações e deslizamentos foi de grande importância. Desde o início de maio, equipes de bombeiros e policiais militares de Mato Grosso do Sul estiveram atuando no RS, auxiliando nas operações de resgate e evacuação da população afetada pelo desastre climático.

As chuvas extremas, que ocorreram desde o fim do mês abril, causaram danos por inundações e deslizamentos em parte do território do RS. O maior desastre climático daquele estado foi provocado por seguidos temporais nos meses de abril e maio, que atingiu 298 dos 497 municípios gaúchos – que representa 60% das cidades do estado –, sendo que 73 deles tiveram ao menos 10% da área afetada por deslizamentos, enxurradas ou inundações.

A equipe dos bombeiros de Mato Grosso do Sul, enviada ao RS no dia 3 de maio, foi o primeiro apoio interestadual a chegar na cidade de São Leopoldo – na região metropolitana de Porto Alegre –, nas primeiras horas após o rompimento de uma comporta da represa do Arroio João Corrêa.

O destino inicial do grupo era a cidade de Montenegro (RS), que fica a mais de 1,7 mil km de Campo Grande, mas durante o trajeto o Comando de Operações do Rio Grande do Sul informou que o acesso terrestre estava impedido por conta das enchentes e solicitou apoio em São Leopoldo.

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“A princípio a gente iria atuar no rescaldo, a água tinha baixado, algumas famílias voltaram para as casas. Mas voltou a chover e houve o rompimento da represa. Então chegamos no ‘olho do furacão’, muita gente precisou ser resgatada, atuamos durante 30 horas para ajudar na remoção. Também tivemos o apoio importante de um bombeiro que é médico, e fomos a única equipe com este profissional na linha de frente, inclusive ajudando na questão da saúde dos militares”, afirmou o capitão Rodrigo Bueno, comandante da Força Tarefa do CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), que atuou no apoio ao RS.

Além do efetivo de bombeiros e policiais militares, a atuação autônoma das equipes do Estado foi possível devido aos equipamentos – viaturas, embarcações e helicóptero – que contribuiu para rápida atuação e efetividade do trabalho.

“O helicóptero fez 60 horas de voo, com 18 policiais militares atuando. Transportamos mais de 10 toneladas de equipamentos e remédios, além da tropa e dos inúmeros resgates. Algumas vezes as pessoas não queriam deixar suas casas, era um trabalho de convencimento”, explicou o tenente-coronel Rosalino Gimenez, comandante da CGPA (Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo).

Todo o trabalho realizado pelos bombeiros e policiais militares contribuiu para o resgate de centenas de pessoas e animais, além do transporte de medicamentos e água para áreas remotas e gravemente atingidas pela catástrofe.

Outra atuação importante, foi o trabalho de busca e resgate realizado pela cadela Laika. O sargento Thiago Kalunga, que atua junto com o animal na área, afirmou que nos dez dias de operação na cidade de Roca Sales (RS), três pessoas que morreram soterradas foram encontradas. “Atuamos na área rural, para encontrar as vítimas em um deslizamento de mais de 1 km, que passou por uma estrada, atingindo a casa com seis pessoas da mesma família. Foi um cenário devastador”, disse Kalunga.

“Diante de todas as adversidades, conseguimos atuar de maneira eficiente, com equipamentos próprios e profissionais capacitados”, disse o coronel Frederico Reis Pouso Salas, comandante-geral do CBMMS.

O governador também entregou o agradecimento aos bombeiros e a equipe do CGPA que atuaram na missão no RS, além do elogio formal. O secretário Antonio Carlos Videira (Sejusp) e o coronel Renato Garnes (comandante-geral da PMMS), além de outros oficiais, também participaram da solenidade.

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