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Polícia Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2024, 15:30 - A | A

28 de Fevereiro de 2024, 15h:30 A- A+

Polícia / MORTE NA LAGOA TREVISAN

Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros defende atuação dos instrutores e lamenta "mal súbito" de aluno

De acordo com Sargento Laudicério, a Associação está dando total suporte aos familiares. Equipe de treinamento também está muito abalada com a morte do aluno Lucas

ELISA RIBEIRO

A  Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros (ACS-MT) emitiu uma nota à imprensa,  na qual lamenta a morte do aluno soldado Lucas Veloso Perez, do Corpo de Bombeiros, e também defende a atuação dos instrutores do curso. No texto, a associação fala em "mal súbito" e defende o "zelo" e o "preparo técnico" dos profissionais que guiavam a aula na Lagoa Trevisan. Lucas morreu após ter uma parada cardiorrespiratória durante o treinamento aquático de travessia da lagoa.

A causa da morte ainda deve ser apurada pelo Instituto Médico Legal (IML).

 A  ACS-MT externou solidariedade também à família e amigos de Lucas.

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"Recebemos com muita tristeza a informação da perda do militar, que tinha o sonho de construir carreira e salvar vidas das pessoas que fazem parte de nossa sociedade. A equipe de instrutores e alunos também estão muito abalados com o que houve e estamos também dando o suporte necessário neste momento", disse o presidente da associação, sargento Laudicério Machado.

"É um incidente que não pode ocorrer e não pode ser permitido. E eu tenho certeza fielmente que a corregedoria do Bombeiro Militar, o Comandante Geral, a Justiça Militar, juntamente com a Promotoria irá investigar se os atos foram atos inconsequentes ou não. No treinamento militar ele passa por realidades vivenciadas como o treinamento aquático, um incêndio, ao qual ele tem que estar preparado. Então, é dificil você saber, mas eu creio, eu confio na Corregedoria ao que seja certo mesmo. 

Sobre as sessões de afogamento que são consideradas torturas Sargento Laudicério explica se estão no protocolo de treinamento, para que um iniciante, um soldado, um agente de segurança precisa passar por tudo isso para ingressar na carreira e slavar vidas. "Eu creio que não. Eu tenho certeza se isso, ocorreu será fielmente punido porque hoje, quem está a frente disto são pessoas ilibadas e imparcial, que no caso é a Corregedoria, o juiz Marcos Faleiros, eles vão investigar a fundo. Se isso ocorreu de fato, tem que ser punido", afirmou o Presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Sargento explica como é feito o processo. "O processo é feito por um inquérito policial, aonde está a frente a Corregedoria e após apuração. Eu fiquei sabendo agora, que o Ministério Público estará também acompanhando essa investigação e posteriormente, é ofertado aos órgãos fiscalizador. Caso o Ministério Público, o juiz militar e dar prosseguimento a esta apuração. 

Relatos de colegas apontam possível omissão ou culpa de oficiais que conduziam a travessia na lagoa, mas ainda não há confirmação se houve, de fato, crime.

Em outro treinamento realizado recentemente, outro aluno soldado teria passado por sessões de tortura de afogamento popular, conhecido como "caldo". Só que neste caso, o aluno sobreviveu por dois motivos: Porque ele agarrou na camiseta do Capitão Dias, chegando até a rasga-lá em um ato de desespero e os demais alunos que estavam com ele no momento, puderam socorrer, evitando assim, uma morte trágica.

Posicionamento da DHPP

Segundo o delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o aluno participava de um treinamento de salvamento aquático quando, de forma repentina, afundou. Suspeita-se que a vítima tenha sofrido uma parada cardíaca durante o procedimento.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada e encaminhou o corpo do aluno para o Instituto Médico Legal (IML) para exames de necropsia que deverão determinar a causa da morte.

A morte do soldado-aluno Lucas Veloso Perez será invstigada pelo próprio Corpo de Bombeiros Militar. A Polícia Civil, desde a Lei 13.491/2017, não tem mais a competência para investigar crimes entre militares.

A destinação da investigação foi confirmada pelo delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

Outros relatos apontam que o aluno teria sofrido apenas um mal súbito e foi socorrido devidamente.

Deve ser instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) pelo Corpo de Bombeiros e, a depender da conclusão, o caso será julgado na 11ª Vara Especializada da Justiça Militar do Fórum de Cuiabá.

O corpo de Lucas  foi velado durante a madrugada desta quarta-feira (28), na 3ª Companhia Independente Bombeiro Militar no Distrito Industrial em Cuiabá e encaminhado para Goiás, Estado de origem do aluno.

Sesp emite nota

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que o caso está sendo investigado e que o Estado tem prestado apoio à família.

"A Sesp esclarece que  já investiga morte ocorrida em treinamento do Corpo de Bombeiros A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) foi informada pelo Corpo de Bombeiros Militar do óbito de um aluno do Curso de Formação de Soldados durante um treinamento na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, na manhã desta terça-feira (27)."

"Um procedimento administrativo foi aberto para apurar as circunstâncias do ocorrido. A Sesp informa que está prestando atendimento à família do aluno".

Divulgação

BOMBEIRO MORTO

 

 
 

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