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Internacional Quarta-feira, 20 de Março de 2024, 13:37 - A | A

20 de Março de 2024, 13h:37 A- A+

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Trump indica apoio à proibição nacional do aborto a partir de 15 semanas de gestação

Ex-presidente dos EUA defendeu exceções para estupro, incesto e para salvar a vida da mãe

DOINA CHIACU
DA REUTERS

O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que estava inclinado a apoiar uma proibição nacional do aborto a partir de 15 semanas de gestação, mas defendeu exceções para estupro, incesto e para salvar a vida da mãe, afirmando que “é preciso ganhar eleições”.

A posição dos candidatos sobre o aborto deve ser uma questão determinante para algumas eleitoras na eleição presidencial deste ano nos EUA, na qual Trump tentará destituir o presidente Joe Biden, do Partido Democrata.

O ex-presidente Trump, cujos três indicados à Suprema Corte dos EUA garantiram a maioria necessária para derrubar em 2022 uma decisão histórica que concedia o direito constitucional ao aborto, não foi específico sobre se assinaria uma proibição nacional como lei.

Em entrevista a uma rádio na terça-feira (19), ele chegou perto.

“O número de semanas agora, as pessoas estão concordando em 15. E eu estou pensando em termos disso. E isso resultará em algo muito razoável. Mas as pessoas estão realmente concordando, até mesmo os mais radicais, parece que 15 semanas é um número com o qual as pessoas estão concordando”, disse Trump no programa “Sid & Friends in the Morning”, da WABC.

Ele disse que fará um anúncio sobre sua posição final no momento apropriado.

Trump disse que apoia exceções à proibição do aborto quando se trata de estupro, incesto ou para salvar a vida da mãe, o que ele disse que a grande maioria dos republicanos defende.

Ele ainda transmitiu uma mensagem aos republicanos que defendem uma abordagem mais dura: “O problema é o seguinte: é preciso ganhar eleições. Caso contrário, vocês voltarão ao ponto de partida.”

A campanha de Biden tem como alvo as restrições republicanas aos direitos reprodutivos em alguns estados depois que a Suprema Corte anulou em 2022 a decisão do caso histórico Roe vs. Wade. Eleitores reagiram limitando os ganhos republicanos nas eleições de meio de mandato daquele ano.

Republicanos promulgaram leis restritivas ao aborto em quase duas dúzias de estados desde a reversão do direito ao aborto pela Suprema Corte.

 

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