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31 de Maio de 2024, 08h:10 A- A+

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Rodos produzidos em penitenciária de MS vão contribuir com a limpeza de áreas atingidas por enchentes no RS

A produção dos rodos foi realizada pela empresa Pilatte Cadeiras, que tem um convênio com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário para a ocupação da mão de obra prisional

PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO

Cerca de trezentos rodos confeccionados por reeducandos do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho - Penitenciária de Segurança Máxima - em Campo Grande,  foram doados para auxiliar na limpeza das áreas atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Os rodos serão usados para remover a lama deixada pelas inundações, um esforço crucial para a recuperação das comunidades afetadas. A entrega dos rodos aconteceu nesta  última quarta-feira (29), no Centro de Convenções Albano Franco, para que sejam levados até o estado do Sul do país.

A produção desses rodos foi realizada pela empresa Pilatte Cadeiras, que tem um convênio com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) para a ocupação da mão de obra prisional há mais de 10 anos.

Normalmente, a Pilatte Cadeiras, instalada dentro de uma das maiores penitenciárias de Mato Grosso do Sul, dedica-se à produção de cadeiras de fios.

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No entanto, sensibilizado pela situação das enchentes no sul do país, o empresário Luiz Carlos Pilatte decidiu desviar temporariamente a produção para a confecção dos rodos, demonstrando um espírito de solidariedade e responsabilidade social.

A confecção dos rodos envolveu três internos diretamente na produção e outros reeducandos participaram do processo de carregamento das peças no caminhão, que transportou a doação até o local de entrega.

Durante a confecção dos rodos, foram feitos testes de eficiência na remoção de lama. Esta iniciativa não só forneceu ajuda essencial às áreas atingidas, como também destacou a importância da reintegração dos apenados através de trabalho produtivo e remunerado.

A empresa opera dentro da penitenciária produzindo cadeiras de fios, onde os reeducandos transformam pó de etileno, fibras de junco e ferragens em objetos de descanso e decoração, vendidos tanto dentro quanto fora do estado. A parceria com a empresa oferece aos apenados ocupação produtiva, remuneração e a possibilidade de remição de pena, permitindo-lhes adquirir habilidades que podem ser valiosas após o cumprimento de suas sentenças.

Para o diretor do EPJFC, Milson da Silva Caetano, a iniciativa não só demonstra a capacidade de adaptação e solidariedade das empresas envolvidas no sistema penitenciário, mas também demonstra a importância da utilização da mão de obra prisional em projetos que beneficiam a sociedade, promovendo a ressocialização dos detentos e contribuindo para causas humanitárias urgentes.

“Com essa ação, fica evidente o impacto positivo que a ocupação produtiva pode ter, tanto na vida dos reeducandos quanto na sociedade, promovendo uma reintegração mais humanizada e eficiente, além de mostrar o valor das iniciativas de responsabilidade social corporativa em tempos de crise”, afirma o dirigente.

A ação social, na opinião do diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, é um exemplo de como a união de esforços pode gerar benefícios concretos para a sociedade.

“Além de contribuir para a recuperação das áreas atingidas pelas enchentes, estamos proporcionando aos internos uma oportunidade de aprendizado e ressocialização. Através do trabalho, eles podem reconstruir suas vidas e devolver algo positivo para a comunidade", finaliza.

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