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Política e Eleições Sexta-feira, 21 de Junho de 2024, 16:40 - A | A

21 de Junho de 2024, 16h:40 A- A+

Política e Eleições / FIM DA GREVE

Professores e técnicos de MS aceitam proposta do Governo Federal e suspendem greve

Servidores da UFMS e IFMS, anunciaram fim da greve, nesta quinta-feira (20), por meio de live e aguardam autorização do Sindicato Nacional para o retorno de atividades

PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO

Professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e os servidores do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) concordaram em encerrar a greve que havia sido iniciada em 1º de maio. O retorno oficial às atividades será confirmado assim que o Sindicato Nacional das respectivas categorias informar a data para o reinício do calendário acadêmico. Durante a greve, que durou nove semanas, os professores da UFMS planejaram retomar as atividades em julho. As decisões sobre as datas exatas de término da greve serão determinadas pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior.

"Estamos estão aguardando na segunda-feira receber esse comunicado do âmbito do Sindicato Nacional, com as datas indicativas para saída de greve", apontou a  presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFMS, Mariuza Aparecida.

Em live, transmitida nesta quinta-feira (20), a presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFMS, a Adufms, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, explicou que em 2022, durante o processo de transição do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentaram as questões das perdas salariais dos Servidores Públicos Federais.

"Após assumir o governo anunciou um reajuste de 9% que passou a ser efetivado a partir de maio de 2023. A partir de então, várias conversas foram sendo realizadas e propostas apresentadas. Por fim, uma organização unificada de servidores públicos federais foi se afunilando as perdas de cada categoria".

Desde o começo houve um impasse significativo entre os sindicatos representantes dos docentes e servidores das instituições de ensino superior e o governo federal. Segundo informou Mariuza, a educação iniciou uma discussão em cima dos últimos seis anos, apontando para uma defasagem de 27%.

Inicialmente, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, em parceria com o Sindicato Nacional propuseram um aumento de 22,71% dividido em três parcelas para compensar uma defasagem de 27% acumulada ao longo dos últimos seis anos na área da educação.

No entanto, o governo apresentou uma contraproposta consideravelmente menor: um aumento de 4,6% para ser implementado tanto em 2025 quanto em 2026. Essa proposta do governo foi rejeitada em todas as assembleias realizadas pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior.

No dia 27 de maio, a categoria protocolou uma proposta em que cobrava ao menos a reposição do Índice de preços ao consumidor (IPCA), de 3.69, a ser pago ainda em 2024. 

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"Infelizmente não conseguimos avançar nesta pauta, mas avançamos em várias outras, como a questão do que chamamos de 'revogaço' que é a revogação de diversas normas, dentre elas aquela que suspendeu a promoção e progressão dos professores durante a pandemia", destacou Mariuza.

"No âmbito dos Institutos Federais, a obrigatoriedade da assinatura de ponto no âmbito da pesquisa e extensão externa, tem uma série de garantias que conseguimos avançar".

Entenda como ficou o reajuste dos auxílios e recomposição:

Para o ano de 2024 - auxílio-alimentação Saúde complementar  Creche

Para 2025 - 1º de maio, 9% de recomposição salarial;

Para 2026 - recomposição a partir de 1º de abril de 3,6%

Apesar de não terem conseguido alcançar todas as suas reivindicações, Mariuza acredita que houve avanços significativos nas negociações. Por esse motivo, no dia 18 de junho, os professores e servidores decidiram pela saída coletiva da greve. A decisão de encerrar a paralisação reflete um compromisso com o retorno às atividades acadêmicas e a continuidade das negociações para alcançar melhores condições no futuro.

A partir de então, conforme os ritos, a Seção Sindical dos Docentes da UFMS, irá encaminhar a decisão para, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, que definirá qual será o período de saída coletiva de greve.

Instituto Federal 

Os docentes e técnicos administrativos do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) aceitaram a proposta apresentada pelo governo federal. Apesar da votação ter resultado favorável ao retorno das aulas, isso não significa o fim definitivo da greve, que havia sido iniciada em 3 de abril. "A decisão será definida na plenária nacional do sindicato, que será realizada nesta sexta-feira e sábado, 21 e 22 de junho", informou o IFMS.

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