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Política e Eleições Segunda-feira, 27 de Maio de 2024, 13:17 - A | A

27 de Maio de 2024, 13h:17 A- A+

Política e Eleições / SITUAÇÃO DE CALAMIDADE

"Governo Federal precisa de mais dados para reconstruir casas no RS", afirma ministro Jader Filho

Segundo Jader Filho, já foram ouvidos pelo ministério 38 prefeitos dos cerca de 400 que respondem por municípios atingidos. Jader Filho afirmou que o órgão conhece o número de casas danificadas em 54 municípios

ELISA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou nesta segunda-feira (27) que faltam informações para o governo federal planejar reconstruções e reformas no Rio Grande do Sul, no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida. O discurso ocorreu no Plenário, em sessão de debates temáticos sobre a tragédia das enchentes no estado gaúcho.

Segundo Jader Filho, já foram ouvidos pelo ministério 38 prefeitos dos cerca de 400 que respondem por municípios atingidos. Jader Filho afirmou que o órgão conhece o número de casas danificadas em 54 municípios, mas a situação de calamidade dificulta a análise do impacto:

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"Seria uma covardia da gente exigir que, neste momento, eles possam nos dar as informações completas [...] Muitos [prefeitos] dizem assim: "nós não temos sequer como mandar a Defesa Civil até os locais todos, porque não se tem como passar". 

O titular da pasta da Cidades fez um apelo para que as Prefeituras enviem as informações o quanto antes. Só assim, e concluído o planejamento da reconstrução, o governo federal poderá liberar recursos com esse fim por meio de crédito extraordinário (mecanismo que permite gastos imprevisíveis e em situações de calamidade). Jader Filho apontou questionamentos que o ministério precisa fazer para definir os próximos passos destinados ao soerguimento das estruturas arruinadas pelas chuvas, como o grau de dano nas residências ou o risco de novas enchentes no local:

"Mesmo que uma [determinada] casa não tenha sido condenada, nós não podemos construir se ela está em área de risco [...] Pode ser que não tenha sido levada [pelas águas], mas se, numa próxima enxurrada, nós vamos edificar uma nova casa naquele mesmo local, será que vai continuar [segura] lá?".

Novo normal

O ministro atribuiu o desastre às mudanças climáticas. Na avaliação de Jader Filho, situações de seca ou enchentes surgirão em outras regiões do país e exigirão gastos com prevenção de desastres para evitar maiores perdas.

"Este é o novo normal. E isso nós iremos ver, com cada vez mais frequência, não só no Rio Grande do Sul, mas em todo este país. Se as nossas cidades não estiverem preparadas, se a resiliência das nossas cidades não for uma prioridade para este país, nas obras de prevenção a desastres, nós iremos ver tragédias como essas cada vez mais frequentes. O Brasil precisa priorizar isso nos seus orçamentos", aconselhou o ministro.

 

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