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Polícia Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2024, 08:02 - A | A

19 de Janeiro de 2024, 08h:02 A- A+

Polícia / CRIME BRUTAL

Justiça converte prisão de empresário que assassinou trans a facadas em MT

O empresário matou a vítima com golpes de facas de churrasco. Em seguida, ele cobriu o corpo com uma piscina infantil de plástico e desovou o corpo em uma lavoura na MT-485, entre Lucas do Rio Verde e Sorriso

ELISA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

 O juiz Fábio Petengill converteu a prisão em flagrante do empresário Jorlan Cristiano Ferreira, de 44 anos, para a prisão preventiva em audiência de custódia realizada no final da tarde desta quarta-feira (18), no Fórum de Lucas do Rio Verde. Jorlan, de 44 anos, é apontado pela Polícia Civil de Mato Grosso como autor do assassinato da jovem trans Mayla Rafaela Martins, de 23 anos, na noite da última segunda-feira (15).  

O empresário matou a vítima com golpes de facas de churrasco. Em seguida, ele cobriu o corpo com uma piscina infantil de plástico e desovou o corpo em uma lavoura na MT-485, entre Lucas do Rio Verde e Sorriso.

Na decisão, o magistrado considerou que o crime foi grave, já que o empresário agiu sob vingança e "teria friamente arquitetado um plano para ceifar a vida da vítima" por um suposto furto a seu estabelecimento comercial. Essa versão ainda é apurada pela polícia.

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De acordo com informações, Mayla fazia programas sexuais. Ela e Jorlan passaram a se encontrar com frequência depois que a esposa do empresário saiu de férias da cidade de Lucas do Rio Verde, para outro Estado do país. Familiares e amigos próximos da jovem contaram que ela estava sendo ameaçada pelo empresário.

"Se a morte de Mayla decorreu de uma vendeta arquitetada pelo custodiado ou se deu-se por um rompante de ódio de um homem que, durante a madrugada procurava satisfação sexual, é algo que ainda se acha nebuloso, mas o certo é que o agir, qual seja a motivação, no ante e no pós crime, revelou uma personalidade fria, calculista e extremamente violenta, o que demonstra a pertinência na garantia da aplicação da lei e, especialmente, para garantia da ordem pública, diante da gravidade concreta do ato delituoso", destacou o magistrado.

O empresário foi encaminhado para uma unidade prisional e deve permanecer preso até o fim das investigações policiais.

Entenda o caso

Nessa terça-feira (16), Mayla Rafaela Martins, de 22 anos, foi encontrada morta, em uma fazenda às margens da MT-485, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. O corpo de Mayla foi encontrado por funcionários da fazenda estavam passando uma máquina de plantio na propriedade rural e viram uma lona.

A jovem teria contado para os amigos que queria retornar para Várzea Grande, região metropolitana da capital, onde vivia anteriormente, no entanto, o empresário não aceitava e teria passado a ameaçá-la.

No dia do crime, Mayla compartilhou uma foto da placa do carro do empresário com pessoas próximas a ela, o que ajudou a polícia a localizá-lo.

A família fez uma vaquinha para conseguir transferir o corpo de Mayla para Várzea Grande. Ela foi enterrada nesta quinta-feira (18).

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