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16 de Março de 2024, 08h:27 A- A+

Geral / CENÁRIO ASSUSTADOR

Vandalismo: áreas de lazer de Rondonópolis estão sendo destruídas por próprios munícipes

A conscientização da população é fundamental para combater o vandalismo e garantir que esses espaços continuem a ser fonte de alegria e lazer para todos

PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO

O cenário de destruição em espaços públicos no município de Rondonópolis (MT) reflete uma triste realidade que muitas comunidades enfrentam, com a transformação de espaços concebidos para o bem-estar e lazer em locais de destruição e desordem devido ao vandalismo. Quando locais como praças, quadras esportivas e academias a céu aberto são danificados e negligenciados, isso não apenas prejudica a estética da comunidade, mas também afeta negativamente a qualidade de vida dos residentes. Cercas arrancadas, bancos quebrados, pias despedaçadas e janelas estilhaçadas em banheiros com paredes pichadas são a paisagem vista em diversos pontos do município que tem sido alvo de vandalismo. 

 A destruição desses espaços públicos afeta não só a comunidade local, mas também a imagem da cidade como um todo. Além disso, o prejuízo financeiro para a prefeitura e, consequentemente, para os moradores é evidente, já que é necessário investir recursos na reconstrução e na manutenção desses locais.

Somados, esses espaços totalizam 68 áreas de lazer, conforme detalha a secretária Municipal de Esporte e Lazer (Smel), Chirlei Daiane da Silva: “Existia um anseio muito grande da população por essas áreas, para que pudessem usufruir de momentos de lazer e práticas desportivas nesses lugares. Então, a Gestão não mediu esforços e construiu mais 43 ambientes com essa finalidade e reformou os 25 já existentes. E ainda estão sendo elaborados mais alguns projetos, além de outros já estarem em construção”.

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Contudo, apesar da dedicação da Administração Municipal para oferecer o melhor aos moradores da cidade, o acolhimento a essas estruturas tem sido hostil por parte de alguns.

Estamos passando por um momento crítico e de muita preocupação por causa do alto índice de vandalismo praticado nesses locais. Muitas vezes ouvimos reclamações devido ao fechamento dessas áreas. Porém, se faz necessário diante da problemática hoje enfrentada”, desabafa Chirlei.

“Além dos atos de vandalismo, são corriqueiros crimes como furto de fiação, iluminação e itens em geral”, relata a secretária, que completa.

“Podemos afirmar com toda a certeza que 90 por cento das manutenções feitas em aparelhos, brinquedos e demais equipamentos são ocasionadas pela depredação intencional e somente dez por cento por desgaste natural”, afirmou.

Ao todo, neste primeiro trimestre, de acordo com a gestora, já foram feitos mais de 250 reparos em várias áreas de lazer da cidade.

Bairros prejudicados

Vila Operária, Celina Bezerra, Marechal Rondon, Jardim Iguassu, Alfredo de Castro, Vila Mineira, Jardim Gramado. além do campo do miniestádio Mané Garrincha sãio alguns locais onde foram registrados prejuízos, fruto da violência praticada por determinados indivíduos. Chirlei observa que, apesar da quebradeira acontecer predominantemente à noite, ela também ocorre nos outros horários.

“Só para citar um exemplo do que vem acontecendo, a praça do Jardim Gramado, que era um pedido da população e foi entregue com louvor, sendo o único espaço municipal que possui campo com grama sintética, em pouco mais de um mês da sua inauguração passou por três manutenções, pois já estava com gradis danificados, lixo acumulado, cadeado quebrado e fios furtados”, lamenta a gestora.

Essas áreas, em geral, ficam sob a responsabilidade dos presidentes dos bairros, que se encarregam de fechá-las às 22h. No caso do Jardim Gramado, a secretária conta o desfecho da situação.

“Na semana passada, o presidente de lá foi até a Secretaria de Esportes e entregou as chaves do lugar, argumentando que não ficaria mais encarregado do espaço, uma vez que a comunidade local não colaborava para mantê-lo limpo e bem cuidado”.

Conforme lembra a titular da Smel: “O prejuízo maior com o vandalismo e a falta de zelo nesses espaços é da própria população, que deixa de ter, de forma gratuita, locais para lazer e prática de esportes”. Ela ainda avalia: “As pessoas precisam se conscientizar de que, se preservados, os recursos empregados para dar manutenção e fazer reparos serão revertidos em outras melhorias para o município, tornando a cidade cada vez melhor para se viver”.

Plano de ação 

Para contornar essa situação e sensibilizar todos sobre a importância de conservar esses ambientes, a Smel traçou alguns planos de ação. Nos bairros em que não há presidente para fechar as áreas de lazer às 22h e que, por isso, elas atingem maiores índices de depredação, há, agora, vigias fazendo a fiscalização do local.

Outro eixo de atuação vai acontecer em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) que, ao transmitir conceitos sobre preservação e cuidados desses lugares, ensinam os alunos que serão, em casa, multiplicadores desse aprendizado com os pais. “Estamos traçando com a Semed um plano para realizar um programa de conscientização de crianças e adolescentes sobre o valor de cuidar do patrimônio público, mostrando-lhes a importância desses espaços para cada cidadão e a necessidade de preservá-los”, compartilha Chirlei.

Também está sendo desenvolvido um levantamento dos principais pontos de Rondonópolis para receberem a instalação de câmeras de monitoramento.

“Se cada cidadão recolher seu próprio lixo, por exemplo, teremos locais limpos e harmoniosos”, pondera a titular da Smel, que, ainda, indica: “Aqueles que virem alguém vandalizando essas áreas devem denunciar à Ouvidoria do Município. É interessante que, se possível, façam filmagens. Garantimos o anonimato ao denunciante”.

É importante que a sociedade reflita sobre a importância desses espaços públicos e sobre a necessidade de cuidar e preservar o patrimônio coletivo. É responsabilidade de todos zelar por esses locais, mantendo-os em bom estado para que possam ser desfrutados por todos. A conscientização da população é fundamental para combater o vandalismo e garantir que esses espaços continuem a ser fonte de alegria e lazer para todos. A união e a colaboração de todos os cidadãos são essenciais para manter a beleza e a funcionalidade desses locais, tornando a cidade um lugar mais agradável e acolhedor para se viver.

Denúncias: localizada no térreo do Paço Municipal, que fica na Avenida Duque de Caxias 1.00, Vila Aurora, a Ouvidoria funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h. Outras formas de denunciar são pelo telefone 3411-3549, pelo WhatsApp 9 8438-0857 e pelo e.mail [email protected].

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