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20 de Fevereiro de 2024, 14h:25 A- A+

Geral / CRISE NO AGRO

Produtores de soja em Goiás pedem reunião emergencial com governador Caiado

As condições climáticas esfavoráveis que prejudicaram as lavouras em Goiás deixaram 25 municípios em estado de emergência

PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO

Em decorrência a crise econômica gerada pela quebra na safra de grãos 2023/2024 e a significativa queda nos preços de comercialização, na última sexta-feira (09), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO) formalizou um pedido de audiência emergencial com o governador Ronaldo Caiado. O objetivo da reunião é discutir medidas urgentes para enfrentar os impactos para o setor do agronegócio.

“A produção de soja e milho tem relevância estratégica para o suprimento da agroindústria em Goiás e gera grande quantidade de empregos no campo e na cidade. Uma crise econômica como essa também reflete no comércio, serviços, turismo, poder público, ou seja, em toda a sociedade”, declara o presidente da Aprosoja-GO, Joel Ragagnin.

Perdas significativas

A Aprosoja-GO estima que a produtividade da soja pode ser reduzida em torno de 15% em comparação com a safra anterior. Além das perdas na produção, os baixos preços internacionais e locais da soja e do milho também estão gerando apreensão entre os produtores.

De acordo com o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), as cotações desses grãos estão quase 30% abaixo do mesmo período do ano anterior, enquanto os custos de produção continuam altos.

Um relatório da “Expedição Safra Goiás”, conduzido pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (FAEG) e parceiros em janeiro de 2024, aponta perdas potenciais entre 15% e 23% na produtividade das lavouras de soja goianas nesta temporada.

De acordo com a entidade, embora a safra de soja ainda esteja em curso, já é possível observar perdas significativas. "Chuvas irregulares em várias regiões atrasaram a semeadura e levaram a replantios. Em algumas áreas, como Norte, Nordeste e Vale do Araguaia, as lavouras ainda estão em fase vegetativa. Por outro lado, na parte Centro-Sul do estado, especialmente no Sudoeste, a colheita começou mais cedo do que o habitual devido à estiagem e às altas temperaturas, resultando em perdas no potencial produtivo das plantas".

Diante desse cenário, a Aprosoja-GO enviou uma nota técnica ao governador com análises detalhadas e sugestões de medidas para mitigar os impactos da crise na cadeia produtiva agropecuária, que é um dos principais motores econômicos do estado.

Entre as propostas estão a isenção da contribuição ao Fundeinfra para os produtores de soja e milho de Goiás por um ano, o reforço de linhas de crédito especiais, como o FCO, e a possibilidade de renegociar e prorrogar débitos dos produtores afetados pela estiagem.

“A Aprosoja-GO aguarda ansiosamente o retorno do governador para agendar a audiência e discutir soluções urgentes para essa crise que afeta não apenas os produtores, mas toda a economia do estado”, destacou Ragagnin.

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Decreto do Governo 

No dia 5 de fevereiro, o governador Ronaldo Caiado decretou estado de emergência em 25 municípios do Sudoeste goiano e Vale do Araguaia devido às condições climáticas desfavoráveis que prejudicaram as lavouras. Com a Decretação de Situação de Emergência um regime jurídico especial passa a valer possibilitando a renegociação de dívidas dos agricultores e pecuaristas e recebimento de seguros por frustração de safras.

O governador reuniu-se com o Comando Geral do Corpo de Bombeiros, o Comando de Operações de Defesa Civil e as secretarias de estado estratégicas, como a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Secretaria de Economia, dentre outras. Na ocasião, Caiado determinou a adoção de estratégias para mitigar os efeitos da estiagem que assolou grande parte dos produtores rurais, sobretudo na região sudoeste do estado e no Vale do Araguaia, e a decretação de Situação de Emergência em diversos municípios goianos.

 

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