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26 de Janeiro de 2024, 11h:49 A- A+

Destaque / ALERTA DENGUE

População é protagonista no combate à dengue; cuidados básicos evitam proliferação do mosquito

De acordo com Secretaria de Estado de Saúde, a mobilização da população deve ser constantemente incentivada, visto que as residências são os principais locais de criadouro pelo acúmulo de água parada

PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO

Durante o verão, as chuvas são mais frequentes e intensas em muitas regiões do Brasil, o que contribui para o aumento da umidade e formação de poças d'água nos quintais, ruas e demais áreas urbanas. Essas poças, quando não são eliminadas ou tratadas adequadamente, se transformam em criadouros ideais para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O aumento da temperatura também influencia no ciclo de reprodução do mosquito, acelerando o tempo de desenvolvimento das larvas. Combinado com a abundância de água parada resultante das chuvas, isso faz com que haja um maior número de mosquitos adultos em um curto período de tempo. Além disso, as altas temperaturas também favorecem a maior atividade do mosquito, aumentando assim o risco de transmissão dessas doenças.

De acordo com o Boletim Epidemiológico Dengue, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) de Mato Grosso do Sul, na última quarta-feira (24), em 2024 foram registrados 1.019 casos prováveis da doença. Do total, apenas 146 foram confirmados.

Entre os 79 municípios do estado, Aral Moreira, Sete Quedas, Paranhos e Costa Rica classificam-se com alta incidência de casos prováveis até o momento. Além disso, 5 municípios apresentam incidência média, enquanto 48 atingem baixa incidência. 22 cidades ainda não registraram ocorrências de dengue.

Quando comparado ao mesmo período no ano anterior, Mato Grosso do Sul apresentou queda no índice de casos prováveis. Apesar da melhoria, é indispensável a sensibilidade de todos para evitar a proliferação do mosquito em prol da saúde e bem-estar social.

De acordo com Mauro Lúcio Rosário, coordenador de Controle de Vetores da SES (Secretaria de Estado de Saúde), a mobilização da população deve ser constantemente incentivada, visto que as residências são os principais locais de criadouro pelo acúmulo de água parada.

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“Mais de 80% dos focos positivos do mosquito Aedes aegypti estão nas residências, em ralos, calhas, caixa-d'água destampadas, plantas com água, e a maior concentração dos problemas encontrados pelos agentes de combate às endemias são resíduos sólidos (lixo) desprezados conscientemente pela população dentro de suas casas”.

Cuidados

É preciso que a população esteja consciente da importância de eliminar os criadouros do mosquito, como recipientes que possam acumular água, pneus velhos, vasos de plantas e garrafas vazias, e tomar medidas preventivas, como usar repelentes e telas de proteção nas janelas.

Além disso, é fundamental que as prefeituras e órgãos responsáveis promovam ações de combate ao mosquito, como a limpeza de áreas públicas, fumacê e orientações à população. A conscientização e participação de todos são essenciais para enfrentar essa problemática, especialmente durante o período das chuvas de verão.

Além da dengue, o Aedes aegypti também é o mosquito transmissor de doenças como a Chikungunya e o Zika Vírus. Entre as medidas para controlar sua proliferação e evitar a contaminação, recomenda-se:

- Evitar água parada, em qualquer época do ano, mantendo bem tampado tonéis, caixas e barris d' água ou caixas d’água;

- Acondicionar pneus em locais cobertos;

- Remover galhos e folhas de calhas;

- Não deixar água acumulada sobre a laje;

- Encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana

- Fazer sempre a manutenção de piscinas.

Ainda, é importante ficar atento aos sintomas da dengue, que incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dor nas articulações e erupção cutânea. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar também dor abdominal, vômitos persistentes, diarréia, desânimo e sangramento de mucosa. Diante de dois ou mais desses sintomas, o indivíduo deve procurar a unidade de saúde mais próxima.

Ao procurar atendimento médico, o paciente será submetido a exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico de dengue, que pode ser realizado por meio da detecção do vírus ou de anticorpos no organismo. O tratamento da dengue é baseado no alívio dos sintomas, como o uso de analgésicos e antitérmicos, repouso e hidratação adequada.

Caso haja suspeita de dengue hemorrágica, forma mais grave da doença, a internação hospitalar pode ser necessária para monitoramento e tratamento adequado, visando evitar complicações como choque e sangramento grave.

Portanto, é essencial estar atento aos sintomas da dengue e buscar atendimento médico rapidamente, pois um diagnóstico precoce e um tratamento adequado são fundamentais para evitar complicações e garantir a recuperação do paciente.

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