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Polícia Quarta-feira, 12 de Junho de 2024, 08:00 - A | A

12 de Junho de 2024, 08h:00 A- A+

Polícia / OPERAÇÃO DARK ROUTE

Polícia Federal combate contrabando de migrantes para os EUA e lavagem de dinheiro

Os investigados movimentaram altos valores, decorrentes dos pagamentos dos migrantes pela atuação do grupo criminoso

PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO

A Polícia Federal de Goiás deflagrou, na manhã da última sexta-feira (6), a Operação Dark Route, com o intuito de combater e desarticular esquema criminoso dedicado ao contrabando de migrantes, através dos "coiotes". Um dos investigados teve o nome incluído na difusão vermelha da Interpol.

Conforme a PF, os policiais trabalharam firme para o cumprimento de 12 mandados judiciais, sendo nove mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, em endereços ligados aos investigados, nas cidades de Goiânia/GO e Anápolis/GO. Os mandados foram expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás.

Durante as investigações, foi comprovado que o grupo coordenou o ingresso ilegal em território norte-americano, via fronteira EUA-México, de pelo menos 448 brasileiros, detidos por autoridades migratórias norte-americanas e deportados ao Brasil.

Apurou-se também que, durante os anos de 2018 a 2023, os investigados movimentaram altos valores, decorrentes dos pagamentos dos migrantes pela atuação do grupo criminoso.

Além da atuação em Goiás, a organização criminosa contava com membros em outras Unidades da Federação e, inclusive, em território americano, responsáveis por receber aqueles que conseguiam cruzar as fronteiras de forma ilegal.

Mesmo com o pagamento dos valores cobrados, muitos desses migrantes não conseguiram cruzar a fronteira do México com os Estados Unidos, sendo detidos e deportados para o Brasil.

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A Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI), da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, compartilhou informações com a Polícia Federal do Brasil ao longo da Operação Dark Route, como parte da cooperação policial de longa data entre autoridades norte-americanas e brasileiras.

Os investigados poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal, lavagem de dinheiro e associação criminosas, cujas penas somadas podem ultrapassar 18 anos de reclusão.

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