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Polícia Quinta-feira, 09 de Maio de 2024, 17:25 - A | A

09 de Maio de 2024, 17h:25 A- A+

Polícia / CRIME BRUTAL

Loira assassina, filho e cunhado viram réus por duplo homicídio em Mato Grosso

O marido de Ines, Marcio Ferreira Gonçalves, ficou de fora da denúncia. Ele foi solto nessa terça (07) depois que a defesa dele alegou que a prisão preventiva tinha sido decretada erroneamente

ELISA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

A juíza Paula Tathiana Pinheiro, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo, tornou réus a pecuarista Inês Gemilaki, o filho dela, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz, e o cunhado Eder Gonçalves Rodrigues, pela morte de dois idoso, ocorrido no dia 21 de abril deste ano. 

Eles são acusados de matar Pilso Pereira da Cruz e Rui Luiz Bogo. O trio ainda responde pela tentativa de homicídio contra José Roberto Domingos e Erneci Afonso Lavall. 

A decisão foi assinada pela juíza Paula Tathiana Pinheiro, da 2ª Vara do município. No documento, a magistrada  destacou que a ação penal foi aberta diante das provas e materialidade delitiva. A decisão é desta terça-feira (7).

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“Recebo a denúncia contra Bruno Gemilaki Dal Poz, Eder Gonçalves Rodrigues e Inês Gemilaki, qualificados na inicial, eis que presentes a prova da materialidade delitiva e indícios suficientes de autoria, o que configura justa causa para o início da ação pena” disse. 

A magistrada deu 10 dias para os acusados, que estão presos preventivamente, apresentarem defesa à acusação.

“Nos termos do art. 396 do Código de Processo Penal, cite-se os acusados nos locais em que estiverem presos, para apresentarem resposta à acusação por escrito, no prazo de 10 dias, ocasião em que poderão arguir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação, quando necessário, tudo na forma do art. 396-A da mesma legislação”, diz trecho da decisão.


Além da denúncia, o MPMT pediu o pagamento de mais de cerca de R$ 2 milhões em favor dos familiares da vítima Pilson Pereira da Cruz (R$ 1 milhão), Rui Luiz Bogo (R$ 700 mil), José Roberto Domingos (R$ 150 mil) e mais um pessoa vítima do atentado.

O marido de Ines, Marcio Ferreira Gonçalves, ficou de fora da denúncia. Ele foi solto nessa terça-feira (07) depois que a defesa dele alegou que a prisão preventiva tinha sido decretada erroneamente e que a pessoa que aparece nas imagens das câmeras era, na verdade, o irmão de Márcio, Eder Gonçalves Rodrigues, que foi preso posteriormente.

“Preenchidos os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal e estando ausentes as circunstâncias do artigo 395, do mesmo codex, RECEBO A DENÚNCIA contra BRUNO GEMILAKI DAL POZ, EDSON GONÇALVES RODRIGUES e INÊS GEMILAKI, qualificados na inicial, eis que presentes a prova da materialidade delitiva e indícios suficientes de autoria, o que configura justa causa para o início da Ação Penal”, diz trecho da decisão

A denúncia

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, na data dos fatos o trio invadiu a residência de Ernecir Afonso Lavall em busca dele e efetuaram diversos disparos de arma de fogo no local, onde ocorria uma confraternização, impossibilitando a defesa das vítimas presentes. Os disparos realizados por Inês Gemilaki vitimaram fatalmente Pilso Pereira da Cruz e Rui Luiz Bogo e atingiram José Roberto Domingos e Erneci Afonso Lavall.

“O relatório de investigação policial e todos os elementos colhidos confirmam que os denunciados realizaram a execução devido a uma dívida de Inês Gemilaki com a vítima Enerci, referente a um contrato de locação. Isso porque a denunciada residiu em um imóvel de propriedade da vítima, que ajuizou uma ação de cobrança contra ela”, narrou a denúncia.

Segundo o MPE, o crime foi cometido por motivo fútil e utilizando-se de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Na denúncia, o órgão ministerial ainda requereu a fixação de indenização mínima no valor de R$ 2 milhões para reparação dos danos causados às vítimas e aos seus familiares, no caso dos que faleceram.

O MPE deixou de denunciar o trio por associação, pois, conforme o promotor de Justiça Alvaro Padilha de Oliveira, “não restou configurado, até o momento, que os denunciados se associaram de maneira permanente e estável para a prática criminosa”. Também deixou de denunciar o indiciado Márcio Ferreira Gonçalves, companheiro de Inês Gemilaki, sob o argumento de que ele não estava presente no momento da execução.

O caso 

O crime ocorreu no dia 21 de abril, durante um almoço em família. A mãe, o filho, e o cunhado da mulher, Eder Gonçalves Rodrigues, invadiram o local e mataram a tiros Rui Luiz Bogo, de 69 anos, e Pilson Pereira da Silva, 81 anos.

Inês e o filho eram antigos inquilinos do imóvel e, supostas dívidas deixadas pela família teriam originado um desacordo entre as partes.

Para a polícia, que ainda investiga o caso, a suspeita é de que a motivação do crime seja um desacordo comercial envolvendo pagamentos de aluguel da casa invadida.

Momentos depois, a mãe e o filho foram flagrados comprando cerveja, água e refrigerantes, na conveniência de um posto de combustível, quando passavam pela cidade de Matupá, a cerca de 13 km do local do homicídio, durante a fuga, no domingo (21). Uma câmera de segurança da conveniência registrou o momento em que a suspeita apressou a atendente, enquanto falava ao telefone.

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