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Polícia Quinta-feira, 11 de Abril de 2024, 11:04 - A | A

11 de Abril de 2024, 11h:04 A- A+

Polícia / FRAUDES EM LICITAÇÕES

Juíza cita ex-prefeito Roberto Farias em decisão sobre fraude em licitações da orla Beira Rio

De acordo com a ordem judicial, os atos de fraudes em licitações foram praticados durante a gestão do ex-prefeito de Barra do Garças Roberto Farias

ELISA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (10), a Operação Caliandra, que investiga possíveis fraudes em licitações e desvio de recursos públicos federais destinados ao Município de Barra do Garças. Os convênios entre Governo Federal  e Prefeitura foram fechados nos anos de 2019 e 2020. Dois homens foram presos durante a operação. 

Na operação foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão, expedidos pela Justiça Federal de Barra do Garças, sendo cumpridos nas cidades de Barra do Garças, Pontal do Araguaia, Cuiabá.  Além de Mato Grosso também foram cumpridos mandados em outros três municípios de Goiás. Aragarças, Porangatu  e Jussara.

 

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As investigações da Polícia Federal mostraram que haviam irregularidades na aplicação dos recursos repassados pela União ao Município de Barra do Garças destinados as obras de revitalização e ampliação da Orla do Rio Garças, da Praça Domingos Mariano – Beira Rio, bem como, à revitalização e ampliação do Porto do Baé. 


 

Esse esquema começou deste a etapa inicial durante a elaboração do projeto de reforma e seguiu em 2019 e 2020 durante o processo de licitação e também durante a execução das obras. 

De acordo com o delegado da Polícia Federal, José Felix Jesus da Rocha, "durante as investigações, chegou-se a conclusão que havia um comboio entre funcionários, servidores da Prefeitura de Barra do Garças, e empresas fraudadas em licitações de fazer desvio de recursos oriundo do Ministério da Cultura  e também da Sudeco."

Divulgação

DELEGADO DA PF

 

O delegado explica que "ao longo da investigação descobriu várias empresas fantasmas por parte dessas licitações fraudades e também um servidor da Prefeitura de Barra do Garças, apesar de receber um salário mínimo mensal movimentou  por um período mais de R$ 3 milhões de reais."

De acordo com a Polícia Federal todos os procedimentos licitatórios foram direcionados para beneficiarem determinadas empresas que não tinham condições técnicas de executar as obras. 

A empresa que ganhou a licitação sequer era do ramo de construção civil, era na verdade uma floricultura da cidade de Goiás. 

 A decisão judicial que autorizou a Polícia Federal realizar buscas cita o ex-prefeito Roberto Farias na fundamentação, uma vez que os atos investigados foram praticados em sua gestão.

De acordo com a decisão judicial que autorizou as buscas, expedida pela juíza federal Danila Gonçalves de Almeida, os contratos apresentam indícios de fraude na licitação. Eles teriam beneficiado empresas que não possuíam capacidade técnica para executar as obras. Uma das empresas contratadas, por exemplo, tinha como atividade fim o comércio de flores, o que levou ao nome da Operação, enquanto outra empresa possuía endereço residencial, caracterizando-a como uma empresa fantasma.

Divulgação

ATUAL PREFEITO DE BARRA

 

 

 

A atual administração, liderada pelo Prefeito Dr. Adilson Gonçalves, esclareceu que não teve participação nos atos investigados, uma vez que estes ocorreram antes do início de sua gestão. Segundo a Prefeitura alega que as fraudes aconteceram na gestão anterior. 

"Não aconteceu nada de irregular durante a nossa gestão. A operação tem como alvo os trechos e a revitalização da Orla do Rio Garças e da praça Domingos Mariano. São dois convênios confirmados com a Prefeitura de Barra do garças e Caixa Econômica Federal, valores que são quase R$ 9 milhões de reais e que foram celebrados lá em 2020", declarou o gestor municipal. 

Por meio de nota, a Prefeitura de Barra do Garças "requer que os fatos sejam esclarecidos e os responsáveis pelas irregularidades sejam devidamente responsabilizados, contribuindo assim para a manutenção da ordem pública e da confiança da população em nossas intituições públicas". 

"A Prefeitura reitera seu compromisso com a transparência e lisura  na adminstração dos recursos públicos e reforça que permanece à disposição para colaborar com a Polícia Federal, fornecendo todas as informações e documentos solicitados pelas autoridades, até que os fatos sejam completamente apurados". 

Os contratos com as empresas envolvidas foi reincidido pela Prefeitura de Barra do Garças em 2022, após identificar indícios de irregularidades contratuais envolvendo as obras de revitalização da Orla do Rio Garças e do Porto do Baé, a administração solicitou a rescisão dos contratos junto às empresas envolvidas.

Após a deflagração da operação, o prefeito Adilson Gonçalves determinou uma sindicância para dar celeridade nas apurações dos fatos.

A Operação Caliandra, por meio da Polícia Federal continuará dando andamento ao caso e aos envolvidos, para esclarecer todos os aspectos relacionados às fraudes citadas e promete dar desdobramento desta investigação.

PF

PF OPERAÇÃO

 

 

 

 

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